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07.12.2017
Vitória: a Caixa permanece 100% pública

Em reunião do Conselho de Administração da Caixa, nesta quinta-feira(7), o item que transformava o banco em sociedade anônima, abrindo portas para a abertura de capital e privatização, foi excluído do texto do novo estatuto da instituição. A decisão representa uma grande vitória dos empregados, movimentos sociais e de todo o conjunto da sociedade. Durante todo o dia de hoje, foram realizados atos em todo o país em frente às agências do banco contra a proposta de alteração estatutária.

“É uma vitória de todos nós. Mas este foi apenas um passo importante, não podemos vacilar. Devemos continuar mobilizados conversando com os trabalhadores, debatendo nas câmaras municipais, no Congresso, nos sindicatos, para que essa empresa continue forte para a sociedade brasileira e cumpra o importante papel que faz há 156 anos””, destaca o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira. E acrescenta: "Vamos continuar com a campanha Defenda a Caixa você também".

A retirada do item que transformaria a Caixa em sociedade anônima do novo estatuto do banco é a terceira vitória dos empregados contra as intenções privatistas do governo Temer. A primeira foi a retirada do trecho que obrigava empresas públicas a se transformarem em S/A do Estatuto das Estatais (Lei 13.303/2016), e a segunda veio em 18 de outubro, quando a mobilização dos bancários fez com que a votação da mudança no CA fosse suspensa.  

“Tivemos uma grande conquista, e ela só vem comprovar como é necessário acreditar na luta e ampliar nossa união em defesa da Caixa pública e seus trabalhadores”, afirma a representante dos empregados no CA, Rita Serrano.

O embate, vitorioso para os empregados e a sociedade brasileira, também vem confirmar a importância da eleição de representantes dos trabalhadores nos conselhos das empresas, pois, mesmo em minoria, é possível promover o debate e influenciar nas decisões. “Do contrário, pautas significativas como essa, que interferem negativamente no papel social do banco, podem nem chegar ao conhecimento dos empregados e da população em geral”, aponta a conselheira que representa os 90 mil empregados do banco.

“A Caixa é o banco da habitação, do Minha Casa Minha Vida, do FGTS, do Bolsa Família, do crédito rural, da aposentadoria e dos trabalhadores, da saúde, da cultura, esporte, saúde, infraestrutura e do desenvolvimento do país. Tudo isso só é possível pelo fato de ser um banco 100% público! Essa vitória não é só dos empregados. É uma vitória do Brasil”, celebra o diretor da Fenae e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa(CEE/Caixa), Dionísio Reis.

Histórico

A mobilização para evitar que a Caixa se tornasse S/A vem desde o Projeto de Lei do Senado (PLS) 555. À época, uma grande mobilização nacional envolveu empregados de empresas públicas e representantes dos movimentos associativo, sindical e social e afastou essa ameça do Estatuto das Estatais. Mais recentemente, como a possibilidade foi retomada pelo governo, audiências públicas em casas legislativas e discussões nos locais de trabalho e sindicatos já vinham alertando para os riscos de uma Caixa transformada em sociedade anônima, abrindo seu capital ou, ainda, sendo privatizada.

 

O Conselho de Administração retirou do novo estatuto item que transformava banco em sociedade anônima. A decisão foi uma conquista da mobilização dos trabalhadores e movimentos sociais, que hoje realizaram em todo o pais atos em defesa da manutenção do banco 100% público
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