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18/04/19 12:44 / Atualizado em 18/04/19 13:35

Maior diversificação evitaria redução agressiva da meta atuarial na Funcef

Simulação do Observatório do Participante mostra que Novo Plano teria superavit sem reduzir meta

Simulações mostram que, se a Funcef tivesse aumentado a diversificação de seus investimentos, o Novo Plano, por exemplo, teria alcançado resultados positivos sem necessidade de reduzir a meta atuarial de forma tão agressiva. Isso quer dizer que seria possível reduzir o deficit preservando os benefícios dos participantes.

A chave estaria no fim da concentração em renda fixa, modalidade onde estão cerca de 70% dos ativos investidos. O estudo levou em conta a rentabilidade acumulada entre 2013 e 2018 e demonstrou, hipoteticamente, que para cada 4,5% de recursos realocados pelos gestores da Funcef de renda fixa para renda variável, durante esse período, a rentabilidade no Novo Plano, por exemplo, aumentaria em 1%.

Esse resultado adicional equivale à diferença entre a meta atuarial estabelecida até 2016 (5,5%) e a nova meta (4,5%). Desse modo, somente com a diversificação dos investimentos, prática saudável do ponto de vista financeiro, a Funcef teria obtido resultados suficientemente mais expressivos a ponto de não precisar adotar uma revisão tão agressiva da meta atuarial.

“A fundação poderia ter preservado a aposentadoria dos participantes com ajustes na política de investimentos, realocando uma parte pequena dos recursos de títulos públicos para renda variável. Com isso, chegaríamos ao resultado necessário”, explica a diretora de Saúde e Previdência da Fenae, Fabiana Matheus.

Redução da meta

A escolha de reduzir a meta atuarial de forma tão agressiva foi justificada pela diretoria da Funcef como o artifício para estancar o deficit, e o preço dessa medida conservadora foi a injeção de R$ 6.5 bi da reserva do Reg/Replan, aumentando assim o deficit acumulado o tamanho do buraco aumentou.

Vale lembrar que todos os participantes foram prejudicados com a queda abrupta da meta. O Saldado sente na pele as cifras do montante a equacionar aumentar, e os participantes do REB e do Novo Plano tiveram a projeção de seus benefícios reduzida em 10%, segundo a própria Funcef.

“Em lugar de rever a política de investimentos, a Funcef baixou a meta de rentabilidade. Com isso, chegou-se a um superavit que, na verdade, foi extraído do bolso dos participantes”, questiona a diretora da Fenae.

Entre 2016 e 2018, no Novo Plano, a rentabilidade acumulada na carteira de renda fixa foi de 35,9%, enquanto a valorização dos ativos de renda variável foi de 58,1%. A fundação poderia ter escolhido tomar uma medida menos cômoda para a diretoria, diversificando os investimentos em renda variável e atingindo o superavit sem gerar mais deficit.       

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